quarta-feira, 1 de julho de 2020

De volta ou talvez tchau!

Caramba! Já tem quase seis anos que eu não posto nada aqui, nem sabia que ainda estava no ar. Na verdade sabia sim, mas acho que talvez fique mais legal falar que não sabia, rs (será que ainda faz sentindo escrever "rs" ou "hahaha" ou apelar para os emojis como esse 😂). Foram cinco anos produzindo conteúdo para cá de forma tão esporádica que uma hora parei e não voltei mais, pelo menos até agora.

Será que vale a pena voltar? Não sei e nem quero saber, mas fica aqui devidamente registrada essa visita. 

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Atualizando a música de Gabriel, o Pensador em tempos de Whatsapp


Um dos grandes clássicos do rapper carioca Gabriel, o Pensador foi a música "2345meia78" no qual ele narrava a tentativa de arrumar uma mulher pra, como a própria letra diz "molhar o biscoito", usando o seu bom e velho caderninho de telefone, com o número de várias mulheres que ele conhecia e tal.


Essa música foi lançada em meados dos anos 90, mais precisamente em 1997, há quase 18 anos (sim, estamos ficando velhos meu chapa) e portanto bem antes da popularização do telefone celular, que naquela época era artigo de luxo e analógico. O Facebook só seria fundado sete anos depois em 2004 e o Whatsapp nem sonhava em existir, muito menos o Tinder.

Completamente ao contrário de hoje em dia onde essas ferramentas citadas acima são as armas de muito marmanjos por ai, e da mulherada também, na hora da azaração pegação. Pensando justamente nisso o humorista paraense Maikon Zambido resolveu fazer uma espécie de atualização de "2345meia78" mostrando as dificuldades de um desesperado em pleno ano de 2014 em uma paródia bem engraçada.

Veja como ficou:


quarta-feira, 27 de agosto de 2014

E se os candidatos a presidência agissem que nem torcidas de futebol no debate?


O Tá Certo Então é que nem o seu salário... quando você menos espera ele volta e em seguida vai embora de novo deixando você na mão, eu poderia fazer uma comparação com o órgão sexual masculino, mas não quero perder os dois ou três leitores que eu ainda devo ter por aqui.

Não tenho postado nada ultimamente por aqui porque eu tenho me dedicado quase que integralmente ao Hashtralha, meu novo blog, onde costumo postar as últimas novidades do cinema, das séries de TV e do rock, não necessariamente nessa ordem. Caso o jabá não tenha ficado totalmente claro aqui em cima, vou colocar um banner do blog aqui embaixo:

http://www.hashtralha.com.br

Pronto, tomara que tenha dado pra memorizar, rs! Agora vamos falar de coisa séria... mentira, não vamos não. Esse post não é pra ser levado a sério (exceto a parte do Hashtralha, que é real e vocês podem entrar, tá? Okay, tá chato... parei). Assistindo ao debate dos candidatos a presidência da República que rolou ontem na TV Bandeirantes e também toda a repercussão em volta desse evento, fico me imaginando como seria se os partidários desses candidatos fossem que nem torcida de futebol.

Essa não é uma ideia extremamente original, já foi até transformada em vídeo:


Mas no caso é mostrado os partidos como torcida e não os candidatos em si. Sem contar o que se vê ai em cima é uma polarização entre PT e PSDB, algo que realmente acontece no cenário político, mas tem também o PSB e vários outros também fazem parte da campanha eleitoral. Pois vivemos em uma democracia, ou pelo menos querem que acreditemos nisso. Sem mais, vamos aos cânticos:

Aécio (PSDB) para Dilma (PT):

"Dilma, diga como se sente ao tomar vaia do povão? 
Você sabe, em outubro, vai ser pior na eleição
Mesmo que se passem os anos, eu nunca vou me esquecer,
Do tempo que o país era melhor
Com o FHC."

Dilma para Aécio:

Aécio, diga como se sente em ver seu partido perder mais uma eleição?
Desde 1998 que o PSDB não leva
Mesmo que se passem os anos, vocês nunca irão vencer
Pode vir você, o Alckmin ou o Serra
Quem sempre ganha é o PT."

Marina (PSB) para Aécio:

"Chora tucano o sonho acabou, segundo turno, sou eu quem vou."

Marina para Dilma

"Não é mole não, só tem eu de mulher aqui nessa eleição."

Aécio para Marina

"Vamos, Marina! Eduardo Campos era dos nossos, vamos Marina! E a Dilma juntos vamos derrotar"

Dilma para Marina

"Você pagou com traição, eu e o Lula sempre te demos a mão."

Aécio para Dilma

"Mensalão! Mensalão! Mensalão! "Mensalão! Mensalão! Mensalão! Só o PT, só o PT! No meu partido não tem corrupção."

Dilma para Aécio

"Aécio vai te privatizar! Aécio vai te privatizar! Aécio vai te privatizar."

Marina para Aécio

"Aécio, como que é? Lá na Lei Seca tu não conseguia nem ficar de pé?"

Marina para Dilma

"Vou para o segundo turno você vai ver, comigo aqui, você não vai se reeleger."

Aécio para Marina

"Marina, vem me apoiar, que no segundo turno a gente vai ganhar! Contra o PT, vamos vencer! Vem para o PSDB."

Dilma para Marina

"Tá pensando que o eleitor é otário? Foi para o PSB só para pedir voto com o Romário."

OBS: Lembrando que esses cânticos foram criados meramente para tentar ser engraçado (talvez nem seja), sem nenhum objetivo de fazer campanha pra candidato X, Y, Z ou ninguém mais do alfabeto.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Conheça o site Hashtralha



Sei que tenho postado menos do que gostaria aqui, mas as coisas tem andado meio corridas ultimamente, sobretudo por causa de um projeto novo que eu estou desenvolvendo chamado Hashtralha. Que pretende ser um portal agregador de conteúdo com novidades, resenhas e artigos relacionados a séries, filmes, música e tecnologia.

Achou legal? Quer conhecer? Só digitar no seu navegador: www.hashtralha.com.br , mas se você é preguiçoso é só clicar aqui então!

Agora porque Hashtralha? Você deve estar se perguntando, que diabos de nome é esse?

O nome é derivado da palavra "hashtag", que também é conhecida como "tralha" ou então "jogo da velha". Pra quem ainda não ligou o nome da coisa é o nome desse trequinho aqui: #. 

O nome surgiu depois que descobrimos que o domínio "hashtag.com.br" já estava sendo usado da união dos dois primeiros nomes, como vocês podem ver, o que da significado ao que estamos tentando fazer aqui.

Abrindo o dicionário...

tra·lha 
(latim tragula, -ae, dardo, rede)
substantivo feminino
1. Espécie de rede de pescador. = TRALHO
2. Malha de rede.
3. A altura vertical da bandeira. (A horizontal chama-se esteira.)
4. [Marinha]  Cabo que fortalece a vela em toda a volta.
5. [Informal]  Acervo de várias coisas.

Depois consultando a Wikipédia...

Hashtags são compostos pela palavra-chave do assunto antecedida pelo símbolo cerquilha (#). As hashtags viram hiperlinks dentro da rede, indexáveis pelos mecanismos de busca. Sendo assim, outros usuários podem clicar nas hashtags ou buscá-las em mecanismos como o Google, para ter acesso a todos que participaram da discussão. As hashtags mais usadas no Twitter ficam agrupadas no menu Trending Topics, encontrado na barra lateral do microblog.

A ideia é agregar nessa rede diversos temas que entretenham e que deixem, você que está lendo esse post, mais informado. No Hashtralha falaremos de cinema, televisão, literatura, hqs, mangás, música, videogames e tudo mais o que for do seu interesse. Isso tudo com bastante interatividade, visando trazer sempre o melhor conteúdo para você.

Que os jogos comecem!





quarta-feira, 12 de março de 2014

Rádio Cidade: a volta de quem jamais deveria ter ido

De volta para o presente
Desde o último dia 10 de março, as ondas do rádio carioca tem estado por demais nostálgicas e o motivo disso tem nome, número e gênero musical. A Rádio Cidade voltou a operar no seu clássico dial de 102,9 FM trazendo de volta o rock n'roll para o Rio de Janeiro, depois de um movimento forte nas redes sociais pedindo o retorno da rádio rock, oito anos e quatro dias depois dela encerrar suas atividades e figurar somente como web rádio, cedendo seu espaço para a comercial Oi FM. 

Quem acordou cedo pôde ouvir às 7 horas da manhã a música que rolava ir diminuindo e o som de um coração pulsante ir tomando conta. Depois entrou a vinheta com o locutor avisando "ai galera, a Rádio Cidade voltou", sem seguida a canção "Aumenta que isso ai é Rock n' roll", um clássico de Celso Blues Boy em uma versão com as vozes atuais e de respeito do rock nacional, como Pitty, Tico Santa Cruz, Jimmy London do Matanza, Paulo Miklos, Branco Melo e Sérgio Brito dos Titãs, entre outros. 

A primeira música a ser tocada na reestreia foi "Faroeste Caboclo" icônica canção do Legião Urbana que era muito pedida antes do recesso da rádio, mas pouco tocada devido a sua longa duração. Ela foi escolhida em uma votação onde a ideia era escolher um som nacional e outro internacional e acabou recebendo mais votos do que as gringas "Smell Like Teen Spirit" e "Black", clássicos respectivamente dos grunges e não menos icônicos Nirvana e Pearl Jam, respectivamente. Mesmo sem ter o clássico slogan de "a rádio rock", que pertence a Rádio 89 FM de São Paulo, a emissora ainda investe no estilo musical que a consagrou, mas com certa pegada pop.

E o que se viu ouviu durante todo o dia foi uma sucessão de clássicos da rádio e alguns lançamentos. Dois programas que marcaram época estão de volta, o "A Hora dos Perdidos" (que eu sempre pensei que fosse dos pedidos, o que faz realmente sentido pois essa é a ideia do programa) às 17h com o seu humor escrachado está bem diferente do que eu me lembrava na adolescência, Rhoodes, Bebê Monstro e Camille deram lugar a novos apresentadores também carismáticos e engraçados Zeca, Pamella, Jean e Paulinho Coruja. Logo em seguida, às 18h, foi a vez do "Cidade do Rock" com a participação da locutora Mônika Venerabile, voz da rádio nos anos 90, e do músico Tico Santa Cruz, um dos diversos músicos que fizeram pressão na web pela volta da Cidade. 

Fechando a noite, as 20h teve o especial "Invasão da Cidade" com um momento histórico da Rádio Cidade em 1992 com o Legião Urbana, foram duas horas de som e um bate-papo descontraído com Renato Russo e cia. Fechando de vez o dia nostálgico, vários clássicos do rock foram tocados, um atrás do outro, sem espaço para o funk, pagode e o sertanejo, como diz uma das vinhetas que tocam de hora em hora na programação. É só o começo, ainda faltam muitas coisas se ajustarem, novos programas devem surgir, alguns outros podem voltar, como o "Balacobaco" (quem ai se lembra do velho Pederneiras?) ou o "Rock Bola", que desde 2006 migrou por diversas rádios e até mudou seu nome para "Pop Bola" por causa de um processo da Oi FM, que prendeu o nome dos caras. Eles estão atualmente na Bradesco Esportes, mas não seria nada mal que eles voltassem para casa.

Por fim, foi um dia muito especial pra mim que passei parte da minha adolescência ouvindo a Rádio Cidade. Foi como rever um velho amigo que eu não via há muitos anos, com o corpo diferente, mas com a mesma alma de sempre, que faz com que mesmo estando há anos afastados, ainda tenha aquela velha amizade de sempre.

sábado, 21 de setembro de 2013

A primeira noite de Rock no Rock in Rio (Parte 1)



Depois da primeira semana recheada de atrações do mundo pop, finalmente o Rock in Rio se rendeu ao estilo que faz jus ao seu nome, em grande estilo alias. No dia 19 a Cidade do Rock foi tomada pelos chamados “camisas pretas”, em sua maioria camisas do Metallica, a maior atração da noite. Mas o dia teve outras atrações legais, segue abaixo um relato de alguém que estava por lá. 

Sebastian Bach 



O quarentão ex-vocalista do Skid Row mostrou que ainda tem disposição e presença de palco em um show bem empolgante no palco Sunset. Começando pontualmente as 17h30 o show começou com algumas canções da carreira solo de Bach, pouco conhecidas da galera, mas que mesmo assim empolgavam. Preocupava os grunhidos meio agudos que ele mandava, mas o que se viu na hora em que os clássicos foram tocados foi a velha forma de sempre. Primeiro veio “18 and Life” cantada praticamente em uníssono pela plateia, “Monkey Business” não empolgou tanto assim, mas quando “I Remember You” foi tocada o público voltou ao êxtase, cantando juntinho com o Tião (como ele é carinhosamente chamado pelos fãs). A apresentação durou pouco mais de uma hora e fechou com “Wasted Time”, outro grande sucesso do Skid Row. 

 01-Slave 
02-Kicking 
03-Dirty 
04-Here I Am 
05-Big Guns 
06-Stuck Inside 
07-Piece Of Me 
08-18 and liffe 
09-AMH 
10-Tunnelvision 
11-Monkey Business 
 12-I Remember You 
13-Wasted Time 

Sepultura e Tambours du Bronx 



Quando Sebastian Bach e sua banda ainda tocavam “Waste Time” no palco Sunset, fogos de artifícios subiram aos céus no palco Mundo anunciando o primeiro show da noite ali, e esse show foi uma reparação do erro ocorrido na última versão do evento, quando o Sepultura que é simplesmente o maior expoente do metal nacional se apresentou junto com o grupo de percussão francês Tambours Du Bronx no palco Sunset. Nada contra os shows nesse palco, mas os grandes artistas merecem estar no palco principal do festival. Dessa vez tal injustiça foi com o Offspring no sábado passado, com o Sebastian Bach ontem e com o Helloween que se apresentará no último dia. Mas voltado ao show, as bandas fizeram jus ao esperado delas e fizeram uma grande apresentação cheia de energia. Clássicos do Sepultura como “Refuse/Resist”, “Sepultation” e “Territory” eram intercalados por músicas do repertório do Tambours, essa variação ajudou o pessoal da “rodinha” a descansar entre um petardo e outro, sem contar que o som meio tribal dos franceses realmente é muito bom. A apresentação de pouco mais de uma hora foi encerrada ao som de “Roots Bloody Roots”. O público ficou com gosto de quero uma mais, uma vez que não foram tocados hinos como “Atittude”, “Scape to the Void”, “Inner Self”, “Arise”, entre outras centenas... mas infelizmente o set teve que ser enxugado por se tratar de um festival. No entanto a galera se não saiu por inteira satisfeita, ficou feliz por ver a banda em alto nível. 

01. Kaiowas 
02. Spectrum 
03. Refuse/Resist 
04. Sepulnation 
05. Delirium (LES TAMBOURS DU BRONX cover) 
06. Fever (LES TAMBOURS DU BRONX cover) 
07. We've Lost You 
08. Firestarter (THE PRODIGY cover) 
09. Requiem (LES TAMBOURS DU BRONX cover) 
10. Structure Violence (Azzes) 
11. Territory 
12. Big Foot (LES TAMBOURS DU BRONX cover) 
13. Roots Bloody Roots


segunda-feira, 17 de junho de 2013

Uma história de luta que se faz presente

Foto tirada no protesto em plena Avenida Amaral Peixoto, a principal de Niterói, na última sexta (14).

Eu nunca pensei que fosse viver para ver dias como esses... o povo finalmente saiu das Redes Sociais e foi as ruas mostrar a sua insatisfação, inicialmente com o aumento das passagens e depois com outros problemas estruturais do nosso País. Não que o Facebook e o Twitter não sejam importantes, muito pelo contrário, eles estão sendo fundamentais para abrir os olhos da população.

Câmara de Municipal de Niterói tomada pelo povo.

Dizem que as Redes Sociais são um mundo a parte, eu discordo desse raciocínio. Elas são uma forma de enxergar o mundo real de uma ótica de fato real, fugindo daquela informação mastigada e direcionada a alguma linha ideológica que os meios de comunicação costumam seguir. Nas redes você tem liberdade para saber o que você quer, não tem esses filtros que muitas vezes bitolam e consequentemente manipulam o povo .

O povo dando o seu recado também fora das redes.

As Redes estão sendo, assim como nos países da Primavera Árabe, a catapulta para o movimento nas ruas. Isso é: elas estão fomentando as ideias e também tem ajudado a organizar e principalmente a mostrar o que realmente tem acontecido nos manifestos. Mostrando a verdade dos fatos, algo que não pode ser visto na sua TV. 

Dessa forma estamos provando que não somos apenas filhos e sim a própria Revolução, batalhando para um futuro digno para a nação. Que as palavras de Cazuza, ditas há quase 30 anos durante o primeiro Rock in Rio, finalmente façam sentido.


Por um Brasil novo, com a rapaziada esperta.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Me organizando posso desorganizar....

"Foi mal ai, velho".

Demorou quase três anos, mas finalmente o exemplo deixado pelo povo egípcio finalmente atravessou o Atlântico e chegou as terras brasileiras. Talvez por vergonha de sempre aceitar as coisas como elas são e de apanhar e sofrer calado, o brasileiro tenha enfim tomado vergonha na cara e partido para a luta dos seus direitos. Se "organizando para poder desorganizar", tal qual como cantava Chico Science, desde o começo da semana milhares de protestos pipocam nas principais capitais do país com o objetivo de impedir o aumento abusivo no preço das passagens dos transportes públicos. 

Parece que aquela áurea dos protestos dos anos 60 e 70 contra a Ditadura transvestida de Revolução está pairando sobre esse protesto atual. Não vou citar os "caras pintadas" porque aquilo foi fomentado pela rede Globo para poder tirar do poder o presidente que eles mesmo ajudaram a eleger. Mas falando justamente na Vênus Platinada, ela e boa parte da mídia tem reagido muito mal a estes protestos. Fica evidente nas coberturas o quanto elas querem descaracterizar as passeatas, classificando como atos de vandalismo e etc e tal.

Okay, nem todos os protestos que estão rolando são pacíficos o tempo todo, sempre tem uma minoria idiota que acaba se exaltando e dando munição para esse tipo de crítica da mídia. No entanto, tem que ser registrada também a truculência com que os policiais estão tratando os manifestantes. É aquela velha expressão "tiro, porrada e bomba" infelizmente vista na prática. Cenas de covardia foram registradas como por exemplo, quatro guardas para conter uma mulher aparentemente desarmada em São Paulo, como você pode ver na imagem logo abaixo. 

Covardia - parte 1.

Mais patético ainda foi ver blindados, veículos criados para invadir lugares hostis como favelas infectadas pela criminalidade, sendo usados para "combater" (assim mesmo, entre aspas) os manifestantes. Isso só mostra o quanto o governo não está aberto ao diálogo e tenta calar a boca de quem se opõe a ele na base da porrada. Em um clássico jogo de intimidação contra o povo, ou seja, punindo seus representantes rebeldes como se quisesse dizer "olha o que eu faço com quem é contra mim". O pensamento na verdade é este, mas o discurso polido é de que estão apenas lutando pela paz e a segurança da população. 

Covardia - parte 2.

É triste ver que nem todo mundo embarca nessa e que bitolados por aquilo que veem na TV, criticam atos como esse. Só porque atrapalhou a sua volta pra casa ou então atrasou aquele seu cineminha. Um recado para você que pensa assim: o que esses "vândalos" estão fazendo é lutar pelos seus direitos, dos nossos direitos. Enquanto você não move uma palha para que as coisas mudem, eles estão lá dando o seu suor e infelizmente até o seu sangue para que você economize seu dinheiro na volta para casa ou então no tal cineminha. Se você não tem coragem ou realmente não pode participar dessa retomada da luta pelos direitos da população, por favor não atrapalhe. 

10 mil "vândalos" na avenida Rio Branco.



quinta-feira, 21 de março de 2013

Apurar é preciso...


As pessoas tem a mania de acreditar nas coisas sem muitas vezes procurar saber a veracidade delas. Foi o que aconteceu com o ex-bbb deputado Jean Wyllys, que teve sua imagem ligada a diversas declarações contra os cristãos no Facebook. Essas declarações foram espalhadas por páginas que se dizem religiosas, mas sem nenhuma fonte confiável, ou seja, não consta que elas foram ditas em nenhum canal de tv, jornal ou portal sério da internet.

O perigo disso tudo é que essas falsas declarações podem gerar uma antipatia desnecessária pelo cara, sendo que ele nunca falou tais coisas. Já dizia um velho ditado que "uma mentira repetida 100 vezes acaba virando verdade", traduzindo para o mundo das redes sociais: "uma mentira compartilhada e curtida 100 vezes no Facebook acaba virando verdade."

Veja abaixo o deputado se defendendo de tais acusações:



Por isso é sempre bom não se deixar levar por informações só de x, tem que procurar em y, z... o alfabeto inteiro se for necessário, praticar o exercício da reflexão sempre, como se diz no meio jornalistico, apurar a informação. Senão você será sempre feito de otário quem quer que seja (religiões, canais de tv, governos ou tudo isso junto).

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

The evil that men do....

O mal que os homens fazem vive depois deles; O bem que é muitas vezes enterrado com seus ossos".
(Willian Shakespeare em Julius Caesar)



 Quando eu estudava História, há alguns anos atrás no colégio, um dos meus temas favoritos era Ditadura Militar. Não conseguia entender como as forças armadas, criadas para defender nosso país poderia simplesmente dar um golpe de Estado e tomar a nação pra si e posteriormente governá-la a ferro e fogo. Na época da conclusão do meu curso de Jornalismo, pesquisei a fundo o tema para a Monografia e aos poucos fui assimilando melhor os motivos que levaram a este golpe. Por detrás do idealismo do nacionalismo pregado pelos militares, tinha o jogo mais asqueroso e recorrente na história da humanidade: o poder.

Sempre o poder, corrompendo as pessoas e fazendo com que elas façam coisas absurdas em prol dele. E se no indivíduo já tiver enraizada a maldade, ai a coisa fica ainda pior. Porque nesse caso os escrúpulos são ainda menores e a cobiça é apenas uma desculpa para a ruindade latente. E isso se torna visível nos diversos relatos de torturas contra estudantes e jornalistas no período entre 1964, quando foi instaurado o golpe, até o seu fim em 1984. Foram quase vinte anos (isso porque no fim as coisas estavam mais brandas) de sonhos interrompidos por homens truculentos a serviço dos temidos DOI-CODIs (Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna). Que eram bases instaladas em todos estados brasileiros a partir de 1969 e que tinha a missão de coordenar e integrar ações dos órgãos de combate aos indivíduos e organizações que de alguma forma fossem contrários ao regime militar.

 Acima dele havia outro órgão repressor bastante conhecido, o Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), criando em 1924, ele tinha o objetivo de controlar e reprimir movimentos políticos e sociais contrários ao regime no poder. Foi assim durante o Estado Novo de Getúlio Vargas e depois no Regime Militar. O seu delegado mais famoso foi Sérgio Fleury, que não media esforços para perseguir e torturar opositores do golpe. Foi ele o responsável pela morte do ícone da esquerda revolucionária brasileira, o baiano Carlos Marighella. No entanto, Fleury também foi responsável por um dos atos mais covardes e mais podre de todo o regime. No dia 14 de janeiro de 1974 a equipe do delegado capturou e torturou uma criança de apenas um ano e oito meses de vida. Isso mesmo, um bebê! Carlos Alexandre Azevedo era filho do jornalista Dermi Azevedo e da pedagoga Dercy Andozia Azevedo e foi jogado ao chão e mais tarde submetido a choques elétricos.


 Carlos Alexandre sobreviveu as torturas, mas desde então foi morrendo aos poucos, traumatizado pela bestialidade dos "homens da lei". Até que quase 40 anos depois, o rapaz cometeu suicídio com uma overdose de medicamentos. Pois fim a uma vida marcada pelo medo e por alucinações, como por exemplo o barulho que ele ouvia dos trens que passavam atrás da sede do DOPS.

 Agora eu me pergunto, como um sujeito pode participar de uma atrocidade dessas e depois ir pra casa, beijar sua esposa e filhos (porque sim, esses filhos da puta tinham família também) e depois colocar a cabeça no travesseiro e dormir em paz? É impossível acreditar que um ser humano tenha coragem de fazer isso, matar seu semelhante já é algo terrível, quanto mais torturar uma criança indefesa. É repugnante ser da mesma raça de seres assim. Que escondidos sob a bandeira da revolução, não passavam de covardes. O pior é que por causa da Anistia crimes como este ficaram impunes. Seria uma boa se a presidente Dilma conseguisse de fato instaurar a Comissão da Verdade e promovesse uma verdadeira caça as bruxas, chega de acobertar os crimes desses assassinos, que mancharam a história do nosso país com o sangue de milhares de jovens inocentes.

 Que isso sirva de exemplo para quem comete a asneira de falar que quer a volta da Ditadura Militar.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Uma triste constatação


Esse domingo amanheceu triste em todo o país. Lá do Sul, veio a notícia de que um incêndio na boate Kiss em Santa Maria-RS matou quase 250 pessoas e deixou mais de 100 feridos. Essa já é a segunda maior tragédia ocorrida aqui no Brasil, o primeiro é o do Gran Circus norte-americano em Niterói em 1961.

A maioria das vitimas eram jovens que sairam de suas casas sábado a noite em busca de diversão, assim como milhares de jovens em todo o mundo fazem sempre. No entanto um incêndio ocorrido por volta das 2h30 da manhã, durante uma imprudente apresentação pirotécnica por parte do vocalista de uma das bandas que se apresentaram no local, pôs fim a toda a diversão. No desespero de sair do local, que tinha poucas opções de saída de emergência, muitos foram pisoteados, sem contar os que passaram mal com o desespero de ver o fogo aumentar. 

Isso só mostra a situação de impotência que temos em relação a nossas vidas. De uma hora pra outra, tudo pode mudar. Do sorriso e da alegria pode vir a tristeza e a dor pela perca. Isso serve para nos mostrar que, ao contrário do que muitos pensam, não somos imortais. Muito pelo contrário somos frágeis diante da vida. É em eventos dessa proporção é que percebemos como somos minúsculos como grãos de areia. 

O que aconteceu lá na boate Kiss poderia ter acontecido com qualquer um de nós. Vide o estado de muitas boates e casas de show por ai. Resta a nós vivermos nossos dias com a intensidade necessária, não tão a mil, mas também não tão a 10, porque de uma hora pra outra podemos não estar mais aqui.

Que Deus ilumine e guie todos os mortos e feridos nesse triste triste incidente, além de seus familiares e amigos. 

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Que histórias você vai ter pra contar?

Hoje vou inaugurar aqui uma nova sessão para colunistas convidados. É uma forma de me poupar o trabalho de escrever coisa nova de conhecer a forma que outras pessoas enxergam a vida. E pra dar o pontapé inicial, um texto da minha amiga, que já tem nome de escritora famosa, Alexia Cantreva. 



Do que a vida é feita se não de consecutivas coincidências nada por acaso? Uns querem enriquecer, outros encontrar o verdadeiro amor há até quem queira apenas impressionar sabe-se lá quem. Há os que estão sempre procurando uma aventura, seja ela nos braços de alguém ou naquelas aventuras que fazem você ficar só lembrando-se do quão louca ela foi.

Aventuras também podem se resumir àqueles momentos antes de dormir em que paramos pra idealizar inúmeros devaneios, criando situações e cenários que beiram a loucura. Mas qual a graça de se restringir aos pensamentos... não serão apenas pensamentos que você vai querer contar mais tarde, não são apenas delírios que você vai querer deixar de legados, queremos coisas pra contar que nos tenham feito delirar de tão prazerosas. 

História... é sempre bom ter uma pra contar, mas a experiência quem te dá boas histórias, ninguém quer ficar sentado em casa só imaginando, ok como eu disse isso faz parte, mas nada é melhor do que ver o mundo, sair dessa estagnação, dessa calmaria... eu quero encarar a tempestade só pra poder curtir a calmaria, quero conhecer lugares e pessoas, quero sentir todos os cheiros, sabores e sensações que a felicidade pode me oferecer. 

Quero sentir frio na barriga, medo e acima de tudo ter coragem, coragem pra deixar coisas pra traz, coragem pra me jogar de corpo inteiro e pra sempre me entregar pra nunca me arrepender de não ter feito tudo que eu poderia fazer. Quero ter amigos de todas as raças e de todas as fumaças, quero fazer uma tatuagem e quebrar algum osso. Enfim espero que eu não seja do estilo engravatado e esqueça de viver, gosto de grana mas também espero que ela não seja o meu único conforto. E concluindo a minha ideia inicial, quero histórias pra contar e muitas paixões de verão.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Quando o fracasso sobe a cabeça


É impressionante como tem certo tipo de pessoas que para talvez se alto afirmarem para as outras ou para si mesmas, são capazes de ter atitudes completamente rudes. Baixando a bestialidade e sem argumentos convincentes, repetindo várias vezes as mesmas palavras.

Provavelmente você leitor não deve estar entendendo nada, porque diabos esse viado desse André está falando dessa maneira. Bem deixa, eu contextualiza-lo. Hoje quando eu voltava para casa, depois de mais um dia estressante de trabalho, peguei o ônibus de sempre ao lado do meu amigo Renan Barreto e quando tudo parecia seguir o roteiro de sempre... eis que alguém falou em um tom mais alto: "vamo bora, motorista"! Depois um outro homem aparentando ter uns cinquenta e poucos anos se levantou e foi reclamar com veemência.

Até ai tudo bem, nada demais alguém reclamar pelo atraso do ônibus. Eu mesmo estava insatisfeito, morrendo de fome, queria chegar logo em casa. O problema foi justamente os argumentos usados pelo cidadão ao reclamar com o motorista, chegando ao ápice de falar que por ter pago a passagem ele não poderia esperar mais ali. Ao ouvir que teria que esperar mais um pouco, o homem quis crescer pra cima do condutor e um bate-boca foi instaurado no recinto.

Depois de quase chegarem as vias de fato, pois o motorista não se deixou intimidar com o passageiro e aumentou o tom de voz também, mostrando que não estava também satisfeito de estar ali aquela hora (mais de 22h já) e aturar aquele mala. Alias, nem nós merecemos ficar ouvindo o revoltoso passar a viagem inteira reclamando, usando os mesmos argumentos sem base. Na cabeça desse sujeito ele havia contratado os serviços do motorista quando pagou a passagem e isso exigia chegar rápido em casa.

Analisando bem mais de perto o sujeito pude analisar aquele discurso típico de um fracassado, aquele que reclama de tudo e de todos e que acredita fielmente que o sistema está sempre querendo lesar ele. Como se o mundo girasse em sua órbita, mas girasse ao contrário só pra ferra-lo. É muito deprimente ver um caso como esse de um cara que deixou o fracasso lhe subir a cabeça. É uma forma covarde de encarar os fatos, em vez de apurar os dois lados das coisas, se esconder atrás da máscara do pobre coitado.

Desci do ônibus com a consciência de que nunca vou querer ser como aquele cara. Jamais pretendo me sentir vítima do mundo. Pelo contrário, pretendo sempre encará-lo de frente, por mais voltas que ele dê.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Se você é jovem ainda...



Janeiro é o mês dos aniversários, tanto deste abandonado amado blog (dia 8) quanto desde que vos escreve (dia 12). Somos capricornianos e isso quer dizer, digo, deve dizer alguma coisa. Porque eu não entendo nada de Astrologia, mas posso dizer que o Cavaleiro de Capricórnio era muito forte em Cavaleiros do Zodíaco.

É inevitável dizer que esse mês me traz diversas reflexões sobre a vida e também uma espécie de Vale a Pena Ver de Novo na minha cabeça. Como diria Tico Santa Cruz, eu penso no que faço no que fiz e no que vou fazer. E na versão 2013 desse processo vejo que não me arrependo de nada do que fiz até agora. Poderia ter feito algumas coisas de forma diferente? Poderia, mas não me arrependo do rumo que as minhas decisões me levaram. Por exemplo, poderia ter feito outra graduação e estar nadando em dinheiro agora, mas não me arrependo nem um pouco de ter me formado em Jornalismo e estar onde eu estou. Posso melhorar? Claro que posso! Ainda há muitos degraus pra subir e eu ainda estou no começo, tal qual um beato nas escadarias da Lapa.

Só uma coisa me preocupa um pouco. O tempo voa amor, escorre pelas mãos e parece que estou envelhecendo mais rápido. Minha adolescência demorou séculos, mas desde os 18 anos, parece que afundaram o pé no acelerador temporal e os anos vieram a mil. Já to na segunda metade da casa dos vinte e já já estarei batendo na porta dos 30. Isso é um pouco assustador, me faz pensar que a tal escada que eu falei no parágrafo anterior está desmoronando abaixo e eu tenho que subir "voado" para não ficar pelo caminho. Tenho que voar atrás dos meus objetivos antes que seja tarde demais. Sobre ficar velho, eu sigo uma máxima que conheço desde que eu era criança, difundida por uns jovens mexicanos....


sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Adivinha doutor, quem tá de volta na praça?



Não, não é o Planet Hemp e sim o diploma de jornalista que voltou a ter o valor que merece. Depois da decisão escrota do STF (Sempre Te Fodendo Superior Tribunal Federal) e do escroto chefe Gilmar Mendes em 2009, o Senado aprovou na última terça-feira a Proposta de Emenda Constitucional (PECMAN) que torna novamente obrigatória a exigência do diploma para exercer a profissão de jornalista. O próximo passo é aprovação na Câmara dos Deputados e por último a sansão presidencial. 

 Há três anos atrás o STF alegou que a obrigatoriedade do diploma de nível superior de jornalista era um atentado contra a liberdade de expressão. Ora bolas, todo mundo é livre para se expressar como quiser, para isso existem milhares de redes sociais e blogs como este que você está lendo agora. 

 Agora o ato de correr atrás das informações, montar uma matéria, passar a informação correta para a sociedade... isso exige uma grande responsabilidade. E só um profissional preparado nos bancos de uma universidade, com noções Sociologia, Antropologia, Ciências Políticas, Psicologia, além de toda parte prática e técnica da profissão, como Língua Portuguesa, Técnicas de Redação e as especialidades de cada ramificação do Jornalismo (telejornalismo, radiojornalismo entre outros). 

 Um médico pode saber tudo de sua área na Medicina, um advogado pode conhecer todos os mecanismos da lei, mas não quer dizer que eles estão aptos a escrever uma matéria sobre o respectivo tema. Eles tem o conhecimento, mas na maioria dos casos não tem a fórmula para passa-lo adiante. Lembrando que uma coisa é ser colunista, escrever crônicas e tal... outra é ser jornalista e escrever matéria. 

 E você leitor? O que acha sobre isso?

quarta-feira, 25 de julho de 2012

A importância do rock na minha vida

É o mês do rock, bebê.                            


Ah o Dia Mundial do Rock, esse dia gracioso em que todo mundo na timeline do seu Facebook virou roqueiro e postou milhares de vídeos e imagens relacionadas ao tema, mesmo que uma daquelas montagens do Mussum, que cá entre nós, já encheram o saco né? 

 Essa data foi assim denominada por que foi nela no já distante 13 de julho de 1985 que o músico Bob Geldof organizou o Live Aid, um show simultâneo em Londres, na Inglaterra e na Filadélfia, nos Estados Unidos, com o objetivo era reunir uma grana para combater a fome na Etiópia. Participaram artistas como The Who, Status Quo, Led Zeppelin, Dire Straits, Madonna, Queen, Joan Baez, David Bowie, BB King, Mick Jagger, Sting, Scorpions, U2, Paul McCartney, Phil Collins (que tocou nos dois lugares), Eric Clapton e Black Sabbath. Por causa desse nobre gesto, esse dia ficou marcado como o dia do rock. 

 Nada mais justo para um estilo musical tão rico e tão diverso dentro de si. Acredito que o rock seja o estilo com mais subdivisões que exista, vamos citar alguns: Rockabilly, rock progressivo, punk rock, pop rock, heavy metal (que possui dentro de si milhares de subdivisões também). Todas essas correntes tem milhares de fãs, cada um cultuando determinada banda ou artista solo. 

 Eu tenho 25 anos e o rock faz parte da minha vida desde muito cedo. Através do meu pai, eu ouvi bem pirralinho, talvez com oito ou nove anos uma fita k7 (minha geração talvez tenha sido a última a conviver com esse tipo de armazenamento) do Black Sabbath, mas sem o Ozzy e sim com o Dio. Era o álbum "Dehumanizer" de 1992, que marcava a reunião do grupo depois de anos. Eu não fazia ideia disso, mas curtia o som dos caras. 

 Logo depois em 1995 eu conheci os Mamonas Assassinas, que faziam um rock bem humorado e cheio de duplo sentido, que eu só fui perceber anos mais tarde. Quando eles morreram foi uma enorme tristeza, fiquei anos sem escutar, mas hoje em dia estou bem resolvido quanto a isso. Alias, ouvir artistas e bandas de rock que já tinham falecido iriam virar uma constante na minha vida. dos nove até os 13, 14 anos eu só ouvia Cazuza (com ou sem o Barão Vermelho), Raul Seixas e Legião Urbana. Dos vivos eu ouvia outros expoentes dos anos 80 como os Titãs, Capital Inicial, Ultraje a Rigor e o Ira! De atual eu ouvia as bandas descentes que o rock brasileiro tinha naquela época, como Cassia Eller, Charlie Brown Jr. e principalmente Raimundos. 

 Foi mais ou menos nessa época que eu conheci a banda que é a minha favorita até hoje, seis coroas ingleses e um carismático zumbi chamado Eddie, o Iron Maiden me encantou desde a primeira música que eu ouvi deles, que foi "The Number of the Beast". Era a primeira faixa de uma coletânea chamada "Best of the Beast" que eu comprei em uma loja no Plaza Shopping, eu acho. Tinha visto e ouvido este álbum em uma festa de fim de ano do colégio e desde então fiquei na secura de comprar. Lembrando que no já distante ano de 2001 a prática de baixar música ainda não era muito comum, apelando pelo detalhe de a internet na época ser discada. 

 Então eu mergulhei de cabeça no mundo do metal, seja ele heavy, thrash, melódico ou nu. Conheci outras bandas e artistas sensacionais como Nightwish, Angra, Shaman, Edguy, Helloween, Hammerfall, System of a Down, Stratovarius, Deep Purple, Black Sabbath com o Ozzy (embora eu prefira o velho Madman em sua carreira solo) e o Sepultura. O primeiro show que eu fui na minha vida foi o deles, em 2003 no Canecão. Nessa época eu já estava em processo de bitolação avançado e só andava de preto e não ouvia mais nada fora do estilo. Sem contar o cabelo que já crescia desgrenhadamente até chegar a bater nas costas. Tentei aprender a tocar bateria e mais tarde baixo, mas nunca passei do nível básico.

 Essa fase durou alguns anos e foi perdendo força aos poucos, na proporção que eu fui abrindo a cabeça para outros estilos dentro e fora do rock, como as bandas de hard rock Aerosmith, Guns N' Roses, Bon Jovi e Skid Row e outros seguimentos como MPB, reggae, música eletrónica e o rap (sempre curti Gabriel o Pensador e o Tupac), entre outros. Digo que escuto de quase tudo... menos funk de 2000 pra cá e pagode. 

 Mas sem dúvidas o rock ainda é o meu estilo favorito. Descobri que ser roqueiro não é ter cabelo grande e só andar de preto, ser roqueiro é sentir toda a emoção de um solo ou um riff de guitarra e banguear, tocar air guitar, qualquer coisa que lhe faz sentir o som, respeitando sempre os gostos alheios.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

A gravidade da greve!

População comemora a greve na Cinelândia.

Mesmo com a toda poderosa Rede Globo tentando marginalizar o movimento, a greve está ai. 70% do efetivo da Polícia Militar sairá das ruas e o que já era calamitoso normalmente ficou mais ainda agora. Infelizmente foi preciso que isso acontecesse as vésperas do maior espetáculo do planeta para que tanto a população, com medo de perder a festa, quanto o governo, com medo de perder dinheiro, fizessem alguma coisa. 

 Os policiais e bombeiros do Rio de Janeiro estão certos em lutar por seus direitos, se todas as classes profissionais de todo o país lutassem da mesma forma, talvez a sociedade fosse um pouco mais digna para se viver. Só espero que os nossos governantes não deixem mais uma vez que o povo pague pela sua própria incompetência, nos deixando a mercê dos criminosos. 

A verba dos 60% de aumento que os deputados e senadores aprovaram para si mesmos poderia ser revertida para os policiais militares e civis, bombeiros e principalmente professores, que ganham uma vergonhosa merreca para educar nossos filhos.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Se BBB não durma

E agora Bial?

Se em todo final de ano da rede Globo é praticamente certo ter um especial do Roberto Carlos, mesmo que seja reprise como este do ano passado, também é tão certo quanto sete vezes nove é sessenta e três de que no começo do ano terá BBB (Biscates, Bixas e Babacas), ou Big Brother Brasil, como alguns costumam chamar também. É uma tradição maldita que se iniciou em 2002, logo de cara com duas edições uma atrás da outra, de janeiro até abril a primeira edição e de maio até julho a segunda. A partir de 2003 o BBB passou a ter uma versão por ano, sempre de janeiro até abril. 

Os anos foram passando e atualmente está no ar a 12ª edição da droga atração. O principio básico desse formato de programa que é chamado de "reality show" é mostrar um grupo de pessoas interagindo em uma casa vigiada 24 horas por milhares de câmeras. O que era algo espontâneo e inocente no começo, agora é completamente teatral, com os participantes assumindo de vez a faceta de personagens. Misture isso a edição totalmente parcial da rede Globo, especialista em manipulação e etc e tal, que você terá um verdadeiro circo dos horrores em busca desesperada por audiência. 

Como gosto é que nem braço, quase todo mundo tem, tem muita gente que gosta desse tipo de programa. Sob a desculpa de estudar o comportamento humano, quando na verdade se quer satisfazer umas das necessidades mais primitivas e retrogradas do ser humano: a de querer saber da vida alheia. Porque você acha que as novelas fazem tanto sucesso? Principalmente aqui no Brasil onde essa verdadeira sanha ainda é bem grande? Não estou falando que todos sejam assim, mas quem nunca teve ao menos uma vez vontade de dar uma espiadinha para saber o que uma outra pessoa está fazendo? O problema é quando o alvo dessa espiadinha está no ar todos os dias no horário nobre, que de nobre não tem mais quase nada, da TV brasileira. Como se já não bastasse, ainda tem aqueles viciados no programa que assinam o pay per view para ficar 24 horas por dia observado os "brothers" nadando na piscina, descansando no sofá, se bobear até na hora que eles vão ao banheiro. 

Para piorar, essa edição que está no ar agora virou caso de polícia. Um homem e uma mulher beberam além da conta e foram parar embaixo do edredom, onde supostamente mantiveram relações sexuais, um ótimo exemplo para os telespectadores. Logo começou a borbulhar nas redes sociais que o cara estuprou a garota, já que ela teria dormido de tão chapada que estava. Bem, eu não vi o vídeo e nem tenho vontade de ver, mas disseram que no momento lá ela até gemeu, até onde eu sei as pessoas roncam quando dormem, mas gemer eu nunca vi. O problema é que o homem era negro e a mulher loira e como vivemos em uma país que não se diz racista, mas que sempre desconfia das coisas quando tem alguém de cor envolvido na parada, o participante foi logo taxado de estuprador, monstro e acabou sendo eliminado. Um prato mais do que cheio para a audiência, não é? Mais uma vez a Globo conseguiu colocar o programa em evidência, como ela queria. O problema é que ficou tão em evidência que a polícia entrou na questão e o caso foi parar no Ministério Público. 

Ainda bem que todos nós temos o poder do livre arbítrio e eu faço bom uso dele quando abdico de ver não só o BBB, mas como diversas outras porcarias que passam na TV. Hoje em dia está bem mais válido navegar pela internet, jogar videogame ou ler um bom livro. 

 Bom, por enquanto é só!

 Fui...

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Twenty and life



Nessa fria manhã de quinta, ou nessa quente manhã de quinta... não sei, porque esse post é programado e foi escrito há dois dias atrás, talvez eu nem esteja mais entre vocês mortais (trilha sonora triste).... Mas vamos parar com essa palhaçada, claro que eu estarei vivo. Mas provavelmente eu estarei bastante ocupado no meu trabalho para poder escrever, então fiz esse esquema aqui.

Hoje é dia 12 de janeiro e eu estou completando 25 anos. Cheguei ao 1/4 de século e isso é assustador, muito assustador. Parece que desde que eu fiz 20 anos o tempo passou a correr bem mais rápido. Não sei se com vocês é assim, mas a minha infância e adolescência passou beeeem de devagar, tipo o Rubinho Barrichello. Não sei o que me faz ter essa impressão, mas foi uma época bem legal e que eu aproveitei bastante e nunca vou esquecer. 

As brincadeiras no quintal de casa ou o futebol na rua e no campinho, as horas e horas jogando Mega Drive e Super Nintendo e um pouco depois veio o PS1 e Nintendo 64. Tempo bom aquele em que o meu único compromisso era ter notas aceitáveis no final do ano letivo. Agora os boletins foram substituídos pelas boletas de pagamento de mil coisas e diversas responsabilidades.

A fase adulta tem várias coisas legais também, não vou negar. Uma liberdade maior para fazer o que quiser e uma sabedoria que eu não tinha quando era moleque e que vai ficar ultrapassada quando eu tiver, sei lá, 50 anos. Espero conseguir chegar inteiro até lá, com saúde e tendo feito várias coisas legais na vida para poder me orgulhar e tirar onda com os filhos e netos que eu possa vir a ter. 

Para animar ainda mais as comemorações pelo dia de hoje, deixo para vocês o som que era o número 1 das paradas de sucesso em 12 de janeiro de 1987, de acordo com o site Joshhosler:






domingo, 8 de janeiro de 2012

Tá Certo Então III - A Missão



Lá se foi o disco voador, com essa ótima idéia do meu amigo Guilherme "Russo" Alves, foi batizado meu novo blog. Porém já existia um outro blog com um nome bem parecido e e eu resolvi mudar, depois de horas colocando os nomes e recorrendo a amigos no msn para novas idéias de nomes não usados ainda, finalmente eu cheguei a este: Tá certo então! Digamos que é uma homenagem ao homem do baú (e o bambu?). 

 Muitos de vocês não devem se lembrar, mas este parágrafo acima foi o primeiro post do Tá Certo Então, escrito no já assustadoramente distante ano de 2009, ou seja, três anos de puro malte. Por mais batida que a cara da namorada do Dado Dolabella esteja essa frase, realmente parece que foi ontem que tudo começou. Eu estava orfão de blog desde que eu parei de postar no Covil do Hastley, cerca de um ano antes. Para não dizer que tinha abandonado a "blogosfera", eu participava de um blog com mais seis pessoas que se chamava Diversitate, onde eu postava uma vez na semana. Porém, contudo e todavia e entretanto eu precisava ter de novo um canto meu. 

 Pensei em reativar o Covil, mas ele tinha sido de certa forma o blog da minha adolescência, com diversos posts referentes aquele período. Mas eu queria fazer algo diferente, mais (aparentemente) maduro e pondo em prática o que eu aprendia na universidade. Nessa vibe o Tá Certo Então começou com todo o gás, com dez posts no mês de janeiro de 2009, em fevereiro e em março foram oito posts e aos poucos foi caindo para a média de dois ou três por mês. Mas ao longo desse período, não importou a quantidade de posts e sim a intensidade de cada um deles, prefiro escrever um muito bom do que vários meia boca.

 Ao todo já foram quase 10 mil visualizações de página sendo que o post mais visto, com 1280 visualizações foi sobre o Nyataimori (Naked Sushi), aquela modalidade de comer sushi em cima de mulheres nuas. Ou seja um post completamente apelativo cultural feito pelo grande amigo Tiago Rocha. Bem a cara do blog isso, o post mais lido de todos não ser a do criador e o cara que posta mais, hahahaha! Preciso arrumar um jeito de eliminar esse cara. 

 Bom, that's all folks! Agora mais uma frase clichê: Que venham mais vários anos de Tá Certo Então pela frente.
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