quinta-feira, 21 de abril de 2011

Quem não gosta de chocolate?

Um já foi... faltam três!


Ah a Páscoa! Época que celebramos a ressurreição de Cristo e os valores deixados por ele.... bem, não é bem assim que funciona. Para as pessoas mais religiosas isso até acontece, mas para a grande maioria, essa data só tem um significado: chocolate.

Impulsionados pela força da Publicidade, que coloca ovos de chocolate em qualquer lugar possível, fazendo com que todos saiam as ruas ensandecidos atrás da iguaria feita de cacau. Eu, que já tenho uma fraqueza para chocolate, não fiquei de fora dessa e como a maioria dos brasileiros, deixei para comprar na última hora.

Cheguei nas lojas Americanas e vi aquela fila gigantesca e falei fudeu ferrou! Fui até a prateleira aonde deveria haver os chocolates mas tinha mais espaço vazio do que qualquer coisa. Quase não tinha mais barra da Garoto (não vou fazer aquela piadinha de que essa era a marca favorita do Michael Jackson, já tá muito manjada), as que tinham eram de sabores esquisitos. Lacta também tava bem fraca, não tinha Amarro, um dos meus favoritos.

Hersheys tava barato, mas as barras são muito fininhas e tem o mesmo gosto, em qualquer sabor. Acabou que eu comprei três da Nestlê mesmo. Um Crunch, e dos daqueles clássicos, um ao leite e outro meio-amargo. Quero só ver até quando elas vão durar! Sabe como é aquele velho ditado poupular: "Quem não gosta de chocolate, bom sujeito não é..."

Chocolate escolhido, chegou a hora de encarar a fila, que por incrível que pareça andou rápido. Pessoas carregadas de chocolate até o talo iam sendo atendidas uma a uma, até que chegou a minha vez. Na saída ainda estava chegando um carregamento da Ferrero Rocher , bateu uma vontade meio hollyhoodiana de roubar o caminhão e sair ensandecido pelas ruas, mas ficou apenas na vontade. Preferi voltar para casa e devorar o que tinha comprado.

Boa páscoa para todos!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Tiros em Realengo




Hoje de manhã uma chacina hedionda chocou o Rio e muito provavelmente o Brasil todo também. Um rapaz que alegara ir dar uma palestra, abriu fogo contra crianças, em sua maioria garotas, fazendo um total de 12 vitimas fatais e diversos feridos e depois se matou em uma escola em Realengo, na Zona Oeste da cidade. Fortemente armado com duas pistolas, uma de calibre 38 e outra de 32, e muita munição.

Você provavelmente já viu isso antes né? A primeira coisa que me veio a cabeça quando soube dessa tragédia foi a chacina que aconteceu em 1999 em Columbine nos Estados Unidos, retratada no documentário "Tiros em Columbine" de 2002, vencedor do Oscar no ano seguinte, do polêmico Michael Moore.

O que se falou nesse caso há 11 anos atrás e nesse de agora é que o assassino sofrerá bullying na escola e resolveu se vingar. O que reforça mais ainda um tema que está em evidência há algum tempo e que tinha ganho mais destaque depois do celebre vídeo do garoto apelidado carinhosamente Zangief Kid.

Muita gente aplaudiu quando o garoto devolveu as provocações tacando o mulequinho que o importunava no chão, feito um combo do famoso lutador soviético de Street Fighters. Pórém há uma diferença enorme entre bater para se defender e matar uma dúzia de crianças inocentes.

Então ninguém venha falar que é a mesma coisa. O garoto do vídeo agiu em legítima defesa depois de ser coagido. Já no caso do tal Wellington, tratasse de um doente mental, que ao sofrer preconceito só fez piorar sua perturbação, isso resultou em um plano calculadamente armado para sua suposta vingança contra pessoas inocentes, que nada tinham haver com a história.

Alias mesmo que ele tivesse matado as mesmas pessoas que maltratavam ele no colégio, já estaria perdendo totalmente a razão. Porque a partir do momento que você tira a vida de um semelhante, todos os limites de bom senso já foram ultrapassados.

Espero que esses dois casos de bullyng sirvam de lição para aqueles zé manés que ficam humilhando e agredindo os colegas no colégio, na rua, e etc. espero também que nenhuma vítima saia por ai distribuindo porrada nos agressores e muito menos tiros em inocentes.

Eu não sou o Pernalonga, mas por enquanto é só pessoal!

Até mais!

terça-feira, 1 de março de 2011

Quinze anos sem Mamonas Assassinas


Mamonas Assassinas, uma década e meia de saudades.


Atenção Creuzebeck! O post de hoje é para homenagear uma das maiores bandas de todos os tempos, que nos deixou bem cedo, após uma carreira relâmpago. Há quinze anos os cinco integrantes dos Mamonas Assassinas deixaram a vida para entrar para a história.

Eu tinha apenas oito anos quando ouvi pela primeira vez o som dos irreverentes rapazes de Guarulhos, em meados de 95. Era uma banda de rock, com letras debochadas e cheias de malícia, que eu só fui realmente perceber depois, já marmanjo. A alegria deles era contagiante, não tinha como ficar indiferente quando eles apareciam no Faustão ou no Domingo Legal (que não pareciam tão chatos naquela época), fantasiados de Chapolim Colorado, He-Man ou de coelhinho. Para quem era criança, aquilo era simplesmente o máximo.


Primeiro e único álbum de estúdio dos Mamonas.

Porém a carreira deles durou pouco mais de seis meses. Quando um estúpido acidente áereo, quando voltavam para casa depois de mais um show, chocou o país em uma manhã de domingo, no dia três de março de 1996. Foi uma comoção nacional, todos, não só as crianças, ficaram tristes com o desaparecimento dos Mamonas Assassinas. Todos ficaram orfãos do humor descontraído de Dinho (vocal), Bento Hinoto (guitarra) Júlio Rasec (teclados) e os irmãos Samuel e Sérgio Reoli, baixo e bateria respectivamente.

Lembro que segunda-feira no colégio o clima era o pior possível, minha turma que era uma das mais agitadas do Centro Educacional de Niterói (CEN) estava toda em silêncio, todos cabisbaixos, acredito que em todas as salas de aula o clima deveria ser o mesmo. No fim da aula a professora deixou que ouvíssemos o cd deles. Depois disso fiquei muitos anos sem escutar, uma simples menção deles me deixava triste.

Porém isso mudou há alguns anos, quando me bateu uma vontade de escutar aquele cd cuja a capa era o desenho de uma mulher com os seios de fora. Foi uma sensação muito boa de saudosismo e alegria. Além de ouvir, mostrei o som para meu primo de nove anos e meu irmão, que nasceu no mesmo ano em que os Mamonas se foram, só seis meses mais tarde. Os dois se amarraram e assim como eu há 15 anos atrás, se divertiram cantando "Sabão Crá-Crá", "Vira-Vira", "Pelados em Santos", "Robocop Gay", entre outras.

Me senti feliz, porque dessa forma ajudei a passar o legado deles adiante. Dessa forma eles viverão para sempre dentro do coração de velhos fãs como eu e de novos fãs como meu primo e meu irmão.



Até a próxima pessoal!

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Cai cai Mubarak... um exemplo egípcio

Eles mostraram o quanto podem ser poderosos.


Confesso que não acompanhei tanto o quanto poderia toda essa manifestação egípcia para retirar o ditador Hosni Mubarak do poder, depois de inacreditáveis 30 anos a frente do país das pirâmides. Porém foi o suficiente para poder admirar a força do povo que se organizou pacificamente, em sua maioria, para lutar pelo seus ideais.

Fiquei com inveja e até um pouco envergonhado, porque nunca vi esse tipo de mobilização aqui no Brasil. Quando eu digo que nunca vi, me refiro ao presente e ao passado recente do nosso país. Não poderia jamais de mencionar a passeata dos 100 mil contra a Ditadura, mas isso foi bem antes de eu nascer então eu não vivi "in loco" esse momento, somente através de livros e documentários da época.

Não vou nem mencionar o tal do "Movimento dos Caras Pintatas", porque aquilo foi algo criado e incentivado pela mídia (entenda-se TV Globo e Revista Veja) para tirar do poder o presidente que eles mesmos ajudaram a eleger poucos anos antes. Logo não foi algo espontâneo da população. Muita gente participou justamente para aparecer. Tipo "Vou pintar a minha cara e aparecer na tv".

A atual sociedade brasileira já demonstrou toda a sua capacidade de se unir em prol da solidariedade. Acompanhei de perto, infelizmente, dois exemplos disso: os desastres do morro do Bumba em Niterói no ano passado e as chuvas da Região Serrana em janeiro (tudo começou no dia do meu aniversário, inclusive). Nesses dois casos teve uma grande comoção popular que possibilitou ajuda de tudo quanto é tipo aos necessitados.

Porém quando a comoção é para lutar pelos seus próprios direitos, parece que a população não se empolga muito, talvez pelo pragmatismo de achar que nada vai mudar, que de nada vai adiantar o esforço. Agora essas pessoas têm um grande exemplo de que vale a pena protestar pelos seus ideais, de que com barulho toda uma calmaria pode ruir. Parafraseando Chico Science, a organização da população pode desorganizar um sistema.

Se acreditarmos mais nisso, verdadeiras múmias como o Sarney não permaneceriam tanto tempo no Senado e nem leis absurdas como essa mais recente do aumento de 62% do salário dos parlamentares existiriam. Bem que poderia acontecer uma mistura do Brasil com o Egito, não como naquela música de gosto duvidoso do "É o Tchan", mas no sentido de know how entre a população de lá com a de cá.

Até a próxima, pessoal!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Feliz ano novo #fail

Janeiro já está quase no fim, mas como diria aquele velho e manjado ditado: "quem é vivo sempre aparece". Então com esse post já deixo um feliz ano novo tão atrasado quanto o Rubens Barichello em uma corrida de F1.

Pois é, mas tal qual promessa de ano novo, prometo dar mais atenção a este blog este ano, resta saber se terei tempo para isso. Trabalho, MBA, essas coisas ocupam muito tempo físico, sem contar com o esforço mental.

No que sobrar de mim nessas atividades,
eu prometo que irei tentar fazer o que sempre fiz por aqui, comentar as coisas do cotidiano sobre a minha ótica, que muitas vezes não é a certa e nem a normal.

Não sei se vocês perceberam, mas escrevi até agora dividindo os parágrafos de três em três linhas. Espero que vocês não se importem, mas gosto de me expressar assim, como se fossem frases curtas umas atrás das outras.


Só para não dizer que eu não falei escrevi nada, o que vocês acharam da confirmação de Kate Perry, Rihanna, Elton John e a Ivete Sangalo Claudia Leite no Rock in Rio? Cadê o Iron Maiden e o Ozzy? Só o Metallica não vai segurar a onda.

Se continuar assim, o Roberto Medina poderia mudar o nome do festival para "Pop in Rio" ou então para "Tudo Menos Rock in Rio", que tal? Pelo menos o evento de fato será no Rio, local de onde nunca deveria ter saído.

Por enquanto é só pessoal!

Fui...

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Seja você mesmo!

Geralmente queremos ser aquilo que não somos.

O ser humano, esse indivíduo super dotado (não entendam no mau sentido) de habilidades que o diferencia dos demais animais que habitam a terra. Isso da a ele um certo ar de superioridade sobre os demais seres da criação. Tem gente que leva isso tão a sério que deixa essa suposta superioridade subir até a cabeça, fazendo com que se ache acima inclusive de seus semelhantes também.

Cito por exemplo uma das recepcionistas da academia que frequento. Não sei seu nome, alias as únicas palavras que troquei com ela não foram além de um educado "bom dia" ou "boa noite". Sendo assim vamos chama-la de XX (esse post está muito "biológico", eu sei). XX tem o corpo normal, não é gorda, mas também não é magra, seios e nádegas tamanho normal também. Baixinha, deve medir no máximo 1,70m. Ela é feia de rosto, mas com maquiagem da uma melhorada de leve. É loira, mas não de nascimento e sim de farmácia mesmo.

Até ai nada demais, se não fosse pela vontade que ela tem de aparecer para os caras que malham lá na academia. Ela anda rebolando ao extremo, chega ser engraçado de tão forçado que é. Os próprios caras zoam XX, não por a acharem gostosa, mas por querer se passar por uma. Mesmo assim, dia após dia lá está ela rebolando sem parar.

Creio que esse tipo de atitude, que não só ela, mas várias pessoas que conheço fazem, está no fato da pessoa ter a necessidade de se firmar diante das outras. Muitas vezes isso é levado por uma questão de inferioridade, o indivíduo se considera em um patamar abaixo do semelhante e faz de tudo para igualar ou superar tal pessoa. O que acaba gerando situações bizarras como essa da nossa amiga XX.

O que esse tipo de pessoa não sabe (ou não quer saber) é que o bom é sermos como nós mesmos, não importando se temos orelhas de elfo, nariz de Pinocchio ou orelha de Dumbo (imaginem isso tudo junto? É de dar medo). Mas voltando a seriedade, as pessoas tem que gostar da gente como a gente é e não de um personagem, que tenta omitir suas imperfeições. Como diria aquela música antiga da Pitty: "Seja você, mesmo que seja bizarro."  

Todo mundo sabe que não existe ser humano perfeito. Você conhece aquela garota, ela é bonita, ela é legal, mas você descobre que ela é botafoguense, mas você é Flamengo. Fazer o que? Paciência, temos que aceitar, por mais bizarro que possa parecer.

Até a próxima pessoal!

sábado, 23 de outubro de 2010

Fila de banco!

Fila de banco... que coisa triste!

Fila de banco é algo extremamente chato, alias qualquer fila é chata, o próprio nome já é chato. Mas em uma terça-feira no horário do almoço você pode conhecer tipos para lá de bizarros nesses poucos metros que te separam do caixa.

O aborrecimento já começa na entrada da agência, com as famosas portas giratórias. Lá diz que ela tem detector de metal, mas na minha opinião aquele dispositivo que trava a porta é acionado pelo guardinha que fica do lado de dentro. Se ele for com a tua cara beleza, tu passa direto. Mas se ele resolver implicar com você, já era! Vai ter que deixar naquela bandeja do lado da porta tudo quanto é objeto: celular, carteira, guarda-chuva, moeda, anél cordão e por ai vai.

Depois de passar, enquanto você guarda tudo que deixou na bandeja, vem o cara que entrou depois de você, mas não foi embarrerado pelo guarda e passa direto na sua frente. Quando você entra na fila chega a desanimar quando tem mais de 20 pessoas na frente, cada uma mais esquisita que a outra. Outro dia tinha um negão com um cabelo rastafari colorido até o traseiro, eu diria que é uma mistura de Bob Marley com Reestart.

O que faz a espera demorar mais ainda é o fato das pessoas que trabalham no caixa muitas vezes parar de fazer suas funções para verem outras coisas ou simplesmente baterem papo com o colega. Você pode apostar, toda fila de banco que tiver uma fila grande é porque nem todos os caixas estão trabalhando ao mesmo tempo. Se fosse assim seria uma maioria, ia ser vapt-vupt, nem 10 minutos esperando.

Um personagem típico das filas de banco é aquele senhorzinho aposentado que pega uma senha para a fila dos idosos, mas também fica na fila regular. Geralmente ele fica na sua frente e nunca tem a senha chamada. Se fosse ao contrário, um rapaz novo na fila de idosos (gestantes, mulheres com criança de colo e deficientes) ia rolar o maior stress.

O pior de tudo é quando você encara toda essa epopéia para ser atendido e bem na tua hora, seu momento a sós com a caixa, você não consegue realizar aquele pagamento, porque tem uma cláusula invisível, que só a funcionária do banco viu que aquele documento não pode ser pago naquele banco, só no outro. Ai lá vai você para a outra agência começar tudo de novo...  
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