sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Cai cai Mubarak... um exemplo egípcio

Eles mostraram o quanto podem ser poderosos.


Confesso que não acompanhei tanto o quanto poderia toda essa manifestação egípcia para retirar o ditador Hosni Mubarak do poder, depois de inacreditáveis 30 anos a frente do país das pirâmides. Porém foi o suficiente para poder admirar a força do povo que se organizou pacificamente, em sua maioria, para lutar pelo seus ideais.

Fiquei com inveja e até um pouco envergonhado, porque nunca vi esse tipo de mobilização aqui no Brasil. Quando eu digo que nunca vi, me refiro ao presente e ao passado recente do nosso país. Não poderia jamais de mencionar a passeata dos 100 mil contra a Ditadura, mas isso foi bem antes de eu nascer então eu não vivi "in loco" esse momento, somente através de livros e documentários da época.

Não vou nem mencionar o tal do "Movimento dos Caras Pintatas", porque aquilo foi algo criado e incentivado pela mídia (entenda-se TV Globo e Revista Veja) para tirar do poder o presidente que eles mesmos ajudaram a eleger poucos anos antes. Logo não foi algo espontâneo da população. Muita gente participou justamente para aparecer. Tipo "Vou pintar a minha cara e aparecer na tv".

A atual sociedade brasileira já demonstrou toda a sua capacidade de se unir em prol da solidariedade. Acompanhei de perto, infelizmente, dois exemplos disso: os desastres do morro do Bumba em Niterói no ano passado e as chuvas da Região Serrana em janeiro (tudo começou no dia do meu aniversário, inclusive). Nesses dois casos teve uma grande comoção popular que possibilitou ajuda de tudo quanto é tipo aos necessitados.

Porém quando a comoção é para lutar pelos seus próprios direitos, parece que a população não se empolga muito, talvez pelo pragmatismo de achar que nada vai mudar, que de nada vai adiantar o esforço. Agora essas pessoas têm um grande exemplo de que vale a pena protestar pelos seus ideais, de que com barulho toda uma calmaria pode ruir. Parafraseando Chico Science, a organização da população pode desorganizar um sistema.

Se acreditarmos mais nisso, verdadeiras múmias como o Sarney não permaneceriam tanto tempo no Senado e nem leis absurdas como essa mais recente do aumento de 62% do salário dos parlamentares existiriam. Bem que poderia acontecer uma mistura do Brasil com o Egito, não como naquela música de gosto duvidoso do "É o Tchan", mas no sentido de know how entre a população de lá com a de cá.

Até a próxima, pessoal!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Feliz ano novo #fail

Janeiro já está quase no fim, mas como diria aquele velho e manjado ditado: "quem é vivo sempre aparece". Então com esse post já deixo um feliz ano novo tão atrasado quanto o Rubens Barichello em uma corrida de F1.

Pois é, mas tal qual promessa de ano novo, prometo dar mais atenção a este blog este ano, resta saber se terei tempo para isso. Trabalho, MBA, essas coisas ocupam muito tempo físico, sem contar com o esforço mental.

No que sobrar de mim nessas atividades,
eu prometo que irei tentar fazer o que sempre fiz por aqui, comentar as coisas do cotidiano sobre a minha ótica, que muitas vezes não é a certa e nem a normal.

Não sei se vocês perceberam, mas escrevi até agora dividindo os parágrafos de três em três linhas. Espero que vocês não se importem, mas gosto de me expressar assim, como se fossem frases curtas umas atrás das outras.


Só para não dizer que eu não falei escrevi nada, o que vocês acharam da confirmação de Kate Perry, Rihanna, Elton John e a Ivete Sangalo Claudia Leite no Rock in Rio? Cadê o Iron Maiden e o Ozzy? Só o Metallica não vai segurar a onda.

Se continuar assim, o Roberto Medina poderia mudar o nome do festival para "Pop in Rio" ou então para "Tudo Menos Rock in Rio", que tal? Pelo menos o evento de fato será no Rio, local de onde nunca deveria ter saído.

Por enquanto é só pessoal!

Fui...

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Seja você mesmo!

Geralmente queremos ser aquilo que não somos.

O ser humano, esse indivíduo super dotado (não entendam no mau sentido) de habilidades que o diferencia dos demais animais que habitam a terra. Isso da a ele um certo ar de superioridade sobre os demais seres da criação. Tem gente que leva isso tão a sério que deixa essa suposta superioridade subir até a cabeça, fazendo com que se ache acima inclusive de seus semelhantes também.

Cito por exemplo uma das recepcionistas da academia que frequento. Não sei seu nome, alias as únicas palavras que troquei com ela não foram além de um educado "bom dia" ou "boa noite". Sendo assim vamos chama-la de XX (esse post está muito "biológico", eu sei). XX tem o corpo normal, não é gorda, mas também não é magra, seios e nádegas tamanho normal também. Baixinha, deve medir no máximo 1,70m. Ela é feia de rosto, mas com maquiagem da uma melhorada de leve. É loira, mas não de nascimento e sim de farmácia mesmo.

Até ai nada demais, se não fosse pela vontade que ela tem de aparecer para os caras que malham lá na academia. Ela anda rebolando ao extremo, chega ser engraçado de tão forçado que é. Os próprios caras zoam XX, não por a acharem gostosa, mas por querer se passar por uma. Mesmo assim, dia após dia lá está ela rebolando sem parar.

Creio que esse tipo de atitude, que não só ela, mas várias pessoas que conheço fazem, está no fato da pessoa ter a necessidade de se firmar diante das outras. Muitas vezes isso é levado por uma questão de inferioridade, o indivíduo se considera em um patamar abaixo do semelhante e faz de tudo para igualar ou superar tal pessoa. O que acaba gerando situações bizarras como essa da nossa amiga XX.

O que esse tipo de pessoa não sabe (ou não quer saber) é que o bom é sermos como nós mesmos, não importando se temos orelhas de elfo, nariz de Pinocchio ou orelha de Dumbo (imaginem isso tudo junto? É de dar medo). Mas voltando a seriedade, as pessoas tem que gostar da gente como a gente é e não de um personagem, que tenta omitir suas imperfeições. Como diria aquela música antiga da Pitty: "Seja você, mesmo que seja bizarro."  

Todo mundo sabe que não existe ser humano perfeito. Você conhece aquela garota, ela é bonita, ela é legal, mas você descobre que ela é botafoguense, mas você é Flamengo. Fazer o que? Paciência, temos que aceitar, por mais bizarro que possa parecer.

Até a próxima pessoal!

sábado, 23 de outubro de 2010

Fila de banco!

Fila de banco... que coisa triste!

Fila de banco é algo extremamente chato, alias qualquer fila é chata, o próprio nome já é chato. Mas em uma terça-feira no horário do almoço você pode conhecer tipos para lá de bizarros nesses poucos metros que te separam do caixa.

O aborrecimento já começa na entrada da agência, com as famosas portas giratórias. Lá diz que ela tem detector de metal, mas na minha opinião aquele dispositivo que trava a porta é acionado pelo guardinha que fica do lado de dentro. Se ele for com a tua cara beleza, tu passa direto. Mas se ele resolver implicar com você, já era! Vai ter que deixar naquela bandeja do lado da porta tudo quanto é objeto: celular, carteira, guarda-chuva, moeda, anél cordão e por ai vai.

Depois de passar, enquanto você guarda tudo que deixou na bandeja, vem o cara que entrou depois de você, mas não foi embarrerado pelo guarda e passa direto na sua frente. Quando você entra na fila chega a desanimar quando tem mais de 20 pessoas na frente, cada uma mais esquisita que a outra. Outro dia tinha um negão com um cabelo rastafari colorido até o traseiro, eu diria que é uma mistura de Bob Marley com Reestart.

O que faz a espera demorar mais ainda é o fato das pessoas que trabalham no caixa muitas vezes parar de fazer suas funções para verem outras coisas ou simplesmente baterem papo com o colega. Você pode apostar, toda fila de banco que tiver uma fila grande é porque nem todos os caixas estão trabalhando ao mesmo tempo. Se fosse assim seria uma maioria, ia ser vapt-vupt, nem 10 minutos esperando.

Um personagem típico das filas de banco é aquele senhorzinho aposentado que pega uma senha para a fila dos idosos, mas também fica na fila regular. Geralmente ele fica na sua frente e nunca tem a senha chamada. Se fosse ao contrário, um rapaz novo na fila de idosos (gestantes, mulheres com criança de colo e deficientes) ia rolar o maior stress.

O pior de tudo é quando você encara toda essa epopéia para ser atendido e bem na tua hora, seu momento a sós com a caixa, você não consegue realizar aquele pagamento, porque tem uma cláusula invisível, que só a funcionária do banco viu que aquele documento não pode ser pago naquele banco, só no outro. Ai lá vai você para a outra agência começar tudo de novo...  

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Nyataimori (Naked Sushi)

Fala, galera!
Quanto tempo que não participo do blog!
Mas não tem grilo não! Voltei!

Eu sou apaixonado por comida oriental (vale oriente médio também, hehehehe). E há pouco tempo atrás, comecei a me interessar em fazer essas comidas. Nas minhas buscas por receitas, acabei encontrando uma modalidade para servir sushi muito interessante.

Se chama NakedSushi.

Essa modalidade é mal vista no Japão, se duvidar foi até proibida, mas existe ainda em alguns restaurantes não tão convencionais que ainda mantém o projeto. Ouvi de alguns amigos que essa modalidade existe no Brasil (São Paulo). Claro que ocorrem no que chamamos de Termas (prostíbulo de luxo).


Eu fiquei fascinado!
Fiquei me perguntando se poderia levar a bandeja pra casa no final.



É o tipo de restaurante onde se come até o prato! Hahahaha!
Ah, só pra lembrar: não é uma prática muito barata! Restaurantes famosos do exterior cobram mais de mil dólares pelo serviço (FORA A COMIDA – entenda como quiser).

Tá certo então!
Põe certo nisso!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Otário Eleitoral Gratuito

Voto de protesto?

De dois em dois anos eles aparecem na sua TV, quase sempre com aquele famoso bordão: "Você me conhece", muitas vezes os conhecemos, geralmente de outra área. São artistas, atletas, palhaços... todos tentando conquistar a sua simpatia e principalmente o seu voto. A maioria deles não tem noção do que terão de fazer se forem eleitos, mas como bons políticos prometem bastante. Nessas eleições não foi diferente. Nomes como Romário, Bebeto (temos ai a dupla do tetra), Leandro e Kiko do KLB, Mulher Pera e principalmente Tiririca dividiram espaço com nomes já consagrados da política brasileira, como o ex-governador do Rio Anthony Garotinho, entre outros.

Usando um bordão novo e de certa forma reflexivo, que diz que "pior do que tá não fica", Tirica conseguiu a expressiva marca de mais de 1 milhão de votos em São Paulo, sendo o deputado federal mais votado do estado e, se não me engano, do Brasil também. Bom para o partido dele que com o tal do coeficiente eleitoral, conseguiu levar mais algumas vagas na Câmara dos Deputados. Quem votou no Tiririca, em sua grande maioria, sabe que ele não tem capacidade de elaborar leis e fiscalizar a aplicação do dinheiro público. Porém esses eleitores acreditam que estão promovendo o famoso voto de protesto.

Na minha opinião, nesses tempos de urna eletrônica com o voto digital, não é mais possível o voto de protesto. Esse voto era válido quando se podia escrever o nome que quisesse nas antigas cédulas de papel, foi assim que no final dos anos 80, o macaco Tião quase foi eleito prefeito do Rio. Hoje em dia o eleitor só pode votar naqueles candidatos pré-definidos ou então votar em branco ou anular. Alias essa última opção, ao meu ver, é o que mais chega perto do voto de protesto. Se todos anularem os votos, o Tribunal Superior Eleitoral será obrigado a substituir os candidatos para o cargo em questão, o que não mudaria muita coisa também.

Tá certo então pessoal!

Até a próxima!

OBS: Falando em voto... estamos na segunda fase do Prêmio TopBlog 2010, ficando entre os 100 mais votados na categoria varieades. Gostaria de agradecer em quem votou e pedir mais uma vez a colaboração para poder fazer bonito. Para votar é simples, só clicar no selo que está ali em cima à direita.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Acabou a Copa do Mundo.... e cadê o patriotismo?

Samba, mulher e futebol, não necessariamente nessa ordem.


Véspera de qualquer jogo do Brasil na Copa do Mundo era sempre a mesma coisa. Um mar de camisas e bandeiras em verde, amarelo e azul com cornetas e suas primas vindas diretamente da África do Sul, as famosas vuvuzelas. Todo mundo respirando a seleção, discutindo a escalação do Ramirez no lugar do Felipe Melo e esquecendo, por exemplo, da votação do projeto "Ficha Limpa".

Já é mais do que conhecido essa alienação brasileira em tempos de Copa, isso vem desde quando o Brasil foi campeão pela primeira vez, em 1958. Mas ficou muito mais transparente depois da efusiva campanha feita pelo governo radical que mandou no Brasil por 20 anos, de 1964 até 1985. Mas não é Ditadura Militar? É popularmente chamado assim, mas o certo seria governo radical, pois não eram apenas militares que estavam no poder, tinha muito civil metido nesse assalto à democracia nacional. Mas, voltando ao assunto, o governo do general Médici usou a Copa de 1970 para esconder as torturas de pessoas contrárias ao regime (não tem nada haver com comida, rs).

Desde então, o Brasil passou a se vestir, de verde e amarelo de quatro em quatro anos e esquecer dos problemas. Mesmo com a seca de títulos que durou 24 anos, entre o gol de Carlos Alberto Torres no México até o penalti perdido por Baggio em 1994. Depois da derrota vergonhosa em 98, venho a glória novamente com o penta em 2002 e dessa forma eu e minha geração ficamos bastante mal acostumados com essa história de ser campeão do mundo.

Talvez por isso todo esse patriotismo exagerado. O detalhe é que depois dos 30 dias de festa na África do Sul, aliais menos do que isso, já que o Brasil foi eliminado nas quartas de final, todo esse patriotismo se esvaiu e o verdeamarelismo deu lugar as cores normais do nosso dia a dia. Do futebol somente as cores dos respectivos clubes em alguns transeuntes. Aquele papo de brasileiro com muito orgulho e muito amor não rola mais, toda aquela mobilização ficou para trás.

Se tivessemos essa mobilização com os rumos do país no Brasil tal qual temos com a seleção brasileira, seriamos um país melhor com toda certeza. Um bom começo seria escalar bem o time que nos representará, nas esferas estadual e federal, nos próximos quatro anos. Porém essa tarefa é bem mais árdua do que a do Dunga. Enquanto o turrão gaúcho mexia com o campo da técnica (ou pelo menos deveria), nós temos lidar com uma virtude bem mais difícil de identificar, o caráter. Esses "atletas" de terno e gravata não estão sempre a vista, somente quando a eles interessa, por isso fica bem mais difícil analisar se vale ou não a pena a escalação.

Tá certo então pessoal!

Até a próxima!
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